COM QUE CAIXA EU VOU?


Cair na tentação do ‘mais barato’ sem analisar as especificações técnicas de um produto pode ser um grande erro. Mas levar essas especificações ao pé da letra pode ser outro equívoco

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Considerando todos os itens de um home theater, a caixa acústica é o mais complicado dos componentes. São as caixas acústicas as responsáveis pela reprodução “honesta” tanto da voz humana em um filme de ação como do som do piano em meio a uma sinfonia executada por vários instrumentos.

Combinar as caixas e outros equipamentos à decoração, considerando a acústica da sala e o custo x benefício, além do potencial desempenho do sistema, é, corriqueiramente, uma das maiores dificuldades dos integradores nas especificações de projetos. No caso dos amplificadores e receivers, apenas a título de exemplo, geralmente há uma ligação direta entre o valor do equipamento e a performance obtida. Já no que diz respeito às caixas, tudo é diferente.

BOM X RUIM

Em alguns eventos da área, e até em conversas informais, costumo afirmar que 95% dos consumidores conseguem diferenciar o que é bom do que é ruim. Mas somente os 5% restantes possuem os ouvidos mais treinados e são capazes de distinguir o que é bom do que é “muito” bom.

Quero dizer, com isto, que, no caso das caixas acústicas, nem sempre um modelo ou marca mais cara toca melhor que outra mais barata. Conhecendo o mercado já há algum tempo, posso apontar vários exemplos onde certas marcas são superavaliadas tecnicamente, enquanto, por outro lado, outras são extremamente subestimadas. Pesquisando bem, encontramos caixas melhores do que seu preço supostamente indicaria – mas, também, pode-se pagar muito caro por outras que apresentam desempenhos medíocres, algo só notado por aqueles 5% com ouvidos treinados.

Considerando que as caixas não têm potência – elas apenas usam as dos receivers e amplificadores –, é importante verificar se a potência especificada não foge muito àquela liberada pelo receiver ou amplificador, pois a discrepância entre esses fatores pode forçar demais os equipamentos e até queimá-los. Não adianta se enganar: quem gosta de volume alto precisa de harmonia entre os equipamentos. Certos detalhes do áudio – como o bom nível de difusão sonora nos canais traseiros (principalmente, em filmes) e o impacto sonoro uniforme na passagem de sons muito baixos para outros muito altos – só podem ser proporcionados por um bom conjunto de caixas da mesma marca, conectadas a boas fontes de amplificação.

Cair na tentação do “mais barato” sem fazer uma análise das especificações técnicas de um produto pode ser um grande erro. Mas levar ao pé da letra essas especificações pode ser outro equívoco. Afinal, vários fabricantes não divulgam as especificações corretas das caixas e mentem descaradamente sobre seus produtos; isto é: vendem gato por lebre.

Acima de qualquer especificação, o fator mais importante na escolha de uma caixa acústica é sua audição. É neste quesito da caixa almejada que se define a maioria dos padrões realmente importantes, contando com o bom senso de saber que nem sempre o melhor para mim é o melhor para você.

Posso, sim, ficar muito satisfeito com um conjunto de caixas barato – se, após escutá-lo, chegar à conclusão de que o custo x beneficio é ótimo. Mas o contrário também é verdadeiro. Hoje, várias lojas especializadas destacam caixas acústicas em seus mostruários, possibilitando a comparação entre marcas e modelos. Fica aqui o meu conselho: só compre depois de escutar – e gostar.

Link artigo original: https://revistaaudioevideo.com.br/com-que-caixa-eu-vou/


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